>> sábado, 31 de outubro de 2009


Meu tipo de noiva

Acho elegante, muito elegante!







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>> sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Domingo tem casório!



Estou indo pra lá já, já!
Preciso dizer que na volta posto fotos e conto tudo?
Não, né?


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E no jardim...

...na varanda, no quintal, no puxadinho, na janela, wherever...









Imagens: Casa & Jardim



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Arranjos inusitados

Você pode até não ter uma casa decorada por um especialista - como a maior parte das pessoas normais não tem, né? -, mas as flores criam um clima muito intimista e aconchegante, e não podem faltar no seu décor, por mais simples que seja. Afinal de contas, existe uma infinidade de flores lindas e baratinhas que você encontra até em supermercados por preços que variam entre R$ 1,50 e R$ 6,00 como begonias, amarillys, azaléias, prímulas, etc. 


Todas elas vem naqueles vasinhos horrendos de plástico preto, mas você pode passar para outros vasos inusitados e bacanas. Eu mesma moro em apartamento e sempre compro suculentas e pimenteiras (que ajudam também a espantar mal olhado...rs) e transfiro para xícaras, latinhas, canecas, etc. Todo mundo que chega aqui em casa acha diferente e interessante, fazem o maior sucesso. Gosto até mesmo dos cactus. Tenho um lindo que não me dá o menor trabalho. Rego uma vez por mês, e é só isso o que ele precisa. Minhas bromélias, orquídeas, espadas de São Jorge também vivem muito bem por aqui.

Agora, confesso que sou meio doida, viu?  Bato altos papos com elas, rego com água filtrada (porque imagino que eu não beberia uma água que não seja filtrada...rs), vira e mexe troco a terra - porque todo mundo precisa trocar de roupa, não é? Portanto, mesmo que você more em apartamento e não tenha uma varanda, isso não é desculpa para não ter pelo menos uma florzinha em casa, tá?

E, se você quiser dar uma incrementada nos arranjos gastando muito pouco, ou mesmo nada, reuní uma série de fotos de arranjos inusitados para você se inspirar:







Pronto, acabaram suas desculpas!

Imagens: Revista Casa & Jardim


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Novas músicas no Ipod do blog

Porque estou com um humor diferente, porque hoje é sexta-feira, porque domingo tem casório pela manhã (olha que delícia!) e porque já estava cansada das outras. Mas, claro, não deu para deixar Moonriver e PM's Love Theme de fora, porque simplesmente amo demais!






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Tudo o que amamos

>> quinta-feira, 29 de outubro de 2009


Bicicleta, caixotes, jardim, aço galvanizado, mesa comunitária, flores, vidros de conserva, DIY, simplicidade... Perfeito para um chá, aniversário ou casamento, porque não?


Fonte: Green Wedding Shoes
Originalmente publicado em San Diego Style Weddings, fall 2009 edition



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>> quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Detalhes singelos que traduzem o romantismo

A decoradora de eventos Mara Perez definiu o estilo delicado para o décor de um casamento no Juquey Beach Hotel. Já na entrada, um caminho de tochas indicava a tenda construída para a cerimônia, que abrigava - em um piso de dois níveis - nave, altar, lounges, bristrôs, bar e algumas mesas.


No altar, uma mesa com pequenos arranjos florais (para não atrapalhar a escolha dos ângulos pelos fotógrafos) e uma decoração aérea de velas, além de um espírito santo suspenso, emoldurado pelo mar e as ilhas de São Sebastião, litoral norte de São Paulo.


Na nave - um tanto exagerado para meu gosto pessoal, mas nem por isso menos bonito -, um caminho de gipsófilas brancas e diferentes espécies de flores cor-de-rosa, rodeavam os castiçais fixados no piso. As mesmas tonalidades de rosa e verde predominavam por todo o décor. Tanto nas flores - um mix de rosas, lisiantos, astromélias, gérberas e orquídeas -, quanto nas almofadas que ajudavam a compor os lounges de móveis de fibra natural com estofado branco e as mesas com toalhas florais, caminhos de mesa verdes e porta guardanapos de ratan e flores de tecido. Os sousplats seguiam a mesma linha dos móveis de fibra e os arranjos tinham alturas variáveis. Na mesa de doces e bolo, dois arranjos grandes e vários mini cachepots de vidro com flores de tonalidades diferentes, ajudavam a compor a arrumação com pratos de louça branca com e sem pés, redondos e ovais, que abrigavam as delícias do casório, criando uma atmosfera romântica e delicada, como o amor.



FICHA TÉCNICA
Local: Juquey Beach Hotel

Décor, flores e paisagismo: Mara Perez
Mobiliário: Complements, Mercador e Natureza Móveis
Toalhas: Mercador e Mesalinho
Cobertura: Felix Coberturas
Iluminação: Gorgeous
Organização e cerimonial: Paula Beraha
Buffet: Trópikos Expresso Gourmet
Doces: Lygia Miranda
Bolo: Ana Luíza Sales Machado
Open Bar: Anacleto Coquetéis


Imagens e alguns trechos da reportagem: Revista Kaza Festas

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>> terça-feira, 27 de outubro de 2009


Serviço à francesa

Todos que me conhecem bem sabem que eu tenho lá minhas frescuras. Mas, existe algumas regrinhas de etiqueta que eu faço questão de me manter de fora. Porque acho que o principal numa celebração, seja ela de que tipo for, é que todos os presentes sejam pessoas queridas, e os anfitriões bons o suficiente para criar uma atmosfera de aconchego, que na minha opinião, não combina em nada com um alto grau de formalidade. Seja sincera, quando você vai receber os amigos, tudo o que quer é que eles se sintam bem, confortáveis e felizes, não é verdade? Mas, como ser feliz se durante todo o tempo você precisa se preocupar com que talher usar em cada prato oferecido, onde colocar as mãos e o que fazer com o pratinho de pão?

Por isso, se você quiser oferecer um jantar à francesa, por exemplo, antes de qualquer coisa tenha a absoluta certeza de que esse tipo de serviço combina com os seus convidados, e que não os deixará desconfortáveis. Na minha opinião, em qualquer caso, o ideal é unir hábitos do passado ao estilo de vida atual. Com elegância, praticidade, regras menos rígidas e menos formalidades. Apenas o fundamental para tornar sua mesa atraente e sua refeição um sucesso. E se você for convidado de um jantar à francesa, não custa nada aprender um pouquinho mais sobre esse serviço, para se sentir mais à vontade e seguro a noite toda.

Seguindo a etiqueta
Algumas regras são básicas e indispensáveis na hora de arrumar a mesa, mesmo que você não goste muito de formalidades, assim como eu. Porque uma coisa é certa e dela você não pode fugir: se escolheu esse tipo de serviço, faça bem feito, com classe. Como tudo na vida.



Toalha: Limpa é pouco, deve estar um brinco. Muito bem passada, sem vincos ou manchas e ter uma caída de, no mínimo, 25cm nas laterais.

Disposição dos lugares à mesa: Estabeleça uma distância de mais ou menos 50cm entre um lugar e outro. Esse espaço é suficiente para a colocação de pratos, talheres e copos, além de garantir conforto aos convidados na hora da refeição e favorecer a interação entre eles. Esse é o espaçamento ideal em qualquer ocasião, seja ela formal, ou não.

Sousplats e Louças: O sousplat deve ser disposto a uma distância de 2 dedos da borda da mesa. Coloque o prato principal sob o de entrada, seja para sopa ou salada, sempre seguindo a ordem de serviço. Acima dos pratos, à esquerda, fica o pratinho de pão.


Talheres: A disposição deles deve ser feita de acordo com a ordem de uso, de fora para dentro. Isto é, os mais distantes do prato são os primeiros a serem usados, seguindo a seguinte disposição: o garfo maior (de carne) fica mais próximo do prato, seguido do de peixe (se houver essa opção no cardápio) e logo do lado dele o de salada.
À direita do prato, ficam as facas. A maior (de carne) mais próxima ao prato, seguida da de peixe e ao lado dela a de salada. Caso o cardápio ofereça sopa, a colher fica imediatamente ao lado da faca de salada.
Acima dos pratos são colocados os talheres de sobremesa, deitados. O garfo deve ser disposto com os dentes apontados para a direita e a colher acima dele, apontando para a esquerda. Se houver faquinha para descascar frutas ou cortar queijo, ela deve ficar imediatamente acima da colher, com a lâmina voltada para dentro e o cabo apontando para a direita. Na sobremesa, a colher assume a função de faca, sempre na mão direita. Para finalizar, a faca de manteiga fica apoiada na borda superior do prato de pão, com cabo apontando para a direita e lâmina voltada para dentro.

Guardanapos: Podem ser dobrados das mais variadas formas. Mas, assim como a toalha, precisam estar impecáveis. Absolutamente limpos e livres de manchas, além de muito bem passados. Todos sempre dobrados da mesma maneira e colocados à esquerda do prato, após os talheres. Também é permitido que eles sejam dispostos centralizados sobre os pratos. Mas, jamais devem ser colocados embaixo dos talheres. Em outros tipos de serviço, existe uma infinidade de maneiras criativas para exibir os guardanapos. Mas, nesse caso, uma das duas formas descritas acima é o ideal.


Taças: Ficam à direita do prato, acima das pontas das facas. A disposição recomendada é a seguinte: da esquerda para a direita coloque primeiro o copo de água (maior), seguido do de vinho tinto (médio) e o de vinho branco (menor). Todos levemente na diagonal, com o copo maior mais acima e o médio e menor respectivamente mais abaixo (como na ilustração maior). A taça de champagne é colocada atrás deles, entre os dois copos de vinho. A mesma regra vale também para copos sem pé.

Serviços (bem) mais formais

  • Nesse caso, ou quando houver um número grande de convidados à mesa, é interessante marcar os lugares, que podem ser indicados pelos próprios anfitriões, ou estar marcados por placements.


  • Também é indicado intercalar homens e mulheres e pessoas mais e menos íntimas, para criar interação entre os convidados à mesa. Além disso, geralmente os anfitriões ocupam as cabeceiras e os convidados de honra, os lugares à direita deles. Na hora de levar os convidados à mesa, as mulheres tem prioridade e os homens devem ajudá-las na hora de se sentar, puxando as cadeiras.


  • É imprescindível a contratação de garçons ou copeiras para esse serviço. A equipe deve ser elegante, ter uma postura adequada e conhecer as técnicas de servir.


  • Uma mesa seguindo as regras de etiqueta pede copos de água sempre cheios, pãezinhos nos pratos e velas acesas no momento em que os convidados forem levados aos seus lugares.


  • O serviço é sempre feito pela esquerda e retirado pela direita. O garçom traz a travessa com talheres de servir com os cabos voltados na direção dos convidados para que eles mesmos se sirvam.


  • As bebidas são servidas desde a chegada dos primeiros convidados. Primeiro a água, e depois os vinhos, de acordo com o menu. O champagne pode ser servido desde o início ou apenas na hora da sobremesa.

Em todos os casos

É muito bonito e atual usar jogos americanos na hora de compor a mesa. Formato, cor e material são definidos a seu gosto, de acordo com o estilo de cada ocasião.

Cuidado na hora de escolher os arranjos de flores. Seu tamanho não deve atrapalhar a disposição e uso dos utensílios à mesa. Para arranjos baixos prefira as flores que não são muito perfumadas, para não interferir no aroma da comida. Também não exagere na altura deles, para que as pessoas possam se ver facilmente. Tenha esse mesmo cuidado com a chama das velas, que devem ficar acima, ou abaixo da linha dos olhos das pessoas.

Também não existe uma regra rígida em relação aos materiais do faqueiro, que pode ser de prata, aço inoxidável e até mesmo ter os cabos revestidos de outros materiais, como madrepérola, madeira, ou bambu. O importante é que, assim como os jogos americanos, combinem com o estilo da decoração, louças, taças e outros elementos que compõem a mesa.

Outros detalhes

O mais importante na hora de dispor os utensílios é pensar na praticidade. A arrumação da mesa não só deve seguir a ordem de serviço, mas também as características do cardápio. Por isso, só disponha à mesa os utensílios que serão utilizados (como na foto ao lado, onde foram eliminados os talheres de peixe e uma das taças de vinho). Se você só vai servir salada para a entrada e uma carne como prato principal, coloque somente os talheres destinados à eles. Todos os demais são dispensáveis. O mesmo ocorre com as bebidas. Se não for servir vinho branco e champagne, as taças, logicamente, são eliminadas da mesa.

No mais, o que importa é que o cardápio seja bem escolhido, as bebidas bem combinadas e geladas, tudo delicioso e amigos muito queridos. Dessa maneira, não existe possibilidade do seu jantar ser outra coisa, senão, um sucesso!


Imagens: Revista Kaza Festas

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(Dois recados para a mesma pessoa)




"Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter."
Oscar Wilde

"Se você não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço."
Dave Weinbaum

Como bem disse uma amiga minha hoje, apenas sair em revista e escrever coluna não sustenta profissão. Uma noiva sempre vai dar ouvidos a outra noiva. Porque ela não vai querer pagar pra ver.

Pensem nisso, prestadores de (des)serviço.
Prontofalei.



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>> sexta-feira, 23 de outubro de 2009


"Eu quero uma casa no campo..." Mas, com estilo, por favor!

A casa da Designer de Interiores Karina Arruda em Cotia, SP, construída com materiais de demolição, é a prova viva de que dá pra fazer coisas muito interessantes com materiais reutilizados, mobiliário garimpado de outras décadas e cores, muitas cores!



Inspirada pelas listras das mantas aguaio, usadas para carregar bebês na Bolívia, Karina se inspirou na hora de decorar sua "casinha caipira". Na construção, materiais de demolição, como as janelas pintadas de branco por fora e azul por dentro. A cor escolhida para a fachada foi o verde-cítrico-limão, da Coral. Jarrinhos pendurados, samambaias e mesas de ferro da varanda, pintadas com tinta automotiva, dão uma breve idéia do que se verá pela frente, ao entrar na casa.



Na sala, as paredes pintadas de rosa claro, poltrona de vinil dos anos 60 e o sofá ameba dos anos 50, decorados com almofadas, da Empório Beraldin e mantas listradas de aguaio, alegram o ambiente "descombinandinho". As louças de chá antigas - que a gente vive aconselhando aqui: use e abuse -, fazem bonito na decoração e dão personalidade ao ambiente.




Minha maior paixão, o coração de toda casa, a cozinha, tem paredes pintadas na cor vermelho-pimentão, da Coral, armário de aço verde-claro, dos anos 50, mesa de fórmica lilás, dos anos 60 e cadeiras antigas, restauradas pelo Estúdio Glória. Pinturas psicodélicas, flores e arabescos, na pintura feita por Isabel Morse e Claudia Justo e quadro da artista Regina Kioko. Mais graça na janela de vidraça de demolição, vasinhos de louça com temperos, e filtro de louça, na bancada de alvenaria, toda revestida de azulejos. Nas fotos, a gente pode quase sentir o cheiro de bolo de cenoura saindo do forno...



Cores, sim, mas de menor intensidade nos quartos. No quarto das crianças, as paredes foram pintadas de branco e ganharam desenhos que imitam as tramas da renda nordestina, também feitas por Isabel Morse e Claudia Justo. As cabeceiras antigas e o criado-mudo ganharam nova vida com a pátina do Estúdio Glória. Aqui, as cores aparecem nas colchas de quilt e almofadas com tecidos da Designer Guild, encontradas na Empório Beraldin. Já no seu quarto, Karina fez um canto para leitura com poltrona dos anos 50, revestida com tecido da Formatex (lembra? a loja fechou, mas ainda se pode encontrar fornecedores com os tecidos vendidos lá). Um "guarda-vestido" - como dizia minha avó -, dos anos 40, foi renovado com pintura bege, verde e dourado. A mesa lateral de ferro recebeu pintura automotiva e o vaso maravilhoso, bem como as luminárias (da foto à esquerda) só poderiam ser, claro, da Coisas da Doris.


Fonte: Imagens de Marcelo Magnani para Casa & Jardim


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Dúvida cruel...

>> quinta-feira, 22 de outubro de 2009



Porque não sei se gosto mais do buquê de gipsófilas ou, mais uma vez, do painel de madeira!



Imagem: Fabricia Soares


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Análise crítica: Casa Cor Rio - Edição 2009

Não sei se é porque estou de mudança, mas essa semana estou bem inclinada a postar sobre decoração de interiores. Pensando nisso, lembrei que ainda não dei meus pitacos sobre o Casa Cor Rio, que terminou no último dia 13. Uma pena! Adoro um Casa Cor e acho que deveria durar o ano inteiro! Não só pelas novidades de décor que traz, mas porque as lojinhas, cafés, bistrôs, restaurantes, são sempre uma delícia!

Uma coisa que tenho observado nos últimos anos da mostra é que tem um monte de gente nova entrando nesse "meio" que antes achava meio "panelinha". So sorry pela sinceridade, PatriciaS. Mas, melhorou bastante. Só uma coisa que me deixa triste, é que algumas pessoas, sinceramente, não sei o que ainda fazem lá. So sorry, again. São repetitivas, antiquadas e cafonas. Prontofalei!

Mas, vamos falar sobre o que realmente importa. Lembra que eu disse que tinha alguns ambientes que vocês não poderiam deixar de visitar? Pois é, estava certíssima. Alguns profissionais nunca me desapontam:

Márcia Muller - Estúdio Sustentável
O sucesso não foi nenhum surpresa pra mim, porque a Márcia sempre arrasa! Tem o estilo que eu gosto numa decoração, sem exageros. Ver os tons claros de madeira tomando conta do espaço foi um colírio. As prateleiras em toda a extensão da parede davam idéia de amplitude e contrabalenceavam com a arquitetura do espaço com pé-direito altíssimo, em vários níveis de inclinação, marcando a horizontalidade que o espaço precisava para não parecer confuso. Lindos pufes e cadeiras revestidos de tecidos orgânicos, além de um morim pintado pela artista Mucki Skowronsky davam um colorido sutil ao espaço pintado de branco com flexteig (que dá um efeito semelhante ao concreto). Simplesmente um dos melhores espaços da mostra.
Parceiros: Deca, Empório Beraldin, La Lampe, Lider, Orlean, Souza Camargo, Suvinil, Todeschini.





Maurício Nóbrega - Lounge
Sou super suspeita para falar do Maurício, simplesmente porque ele é o meu arquiteto predileto, desde sempre. Mas, o que era aquela jabuticabeira plantada no espaço? A coisa mais linda que eu já vi! Em volta dela ele criou um deque oval feito de pínus autoclavado, um espaço de convivência, com direito a bar, sala de leitura e vista do Jockey. Usou como referência os clubes hípicos ao redor do mundo. E acertou, mais uma vez, ao usar mobiliário de antiquário, cadeiras e acessórios em tons de marrom, marinho e pistache.
O que mais me chama atenção no trabalho do Maurício é o despojamento, a maneira descompromissada com que combina as peças dos mais diferentes estilos num mesmo espaço. E a forma como ele arruma uma estante, ou uma mesa de centro, de um jeito "arrumado-desarrumado", ninguém nunca vai conseguir superar.
Parceiros: Arnaldo Danemberg, Casa Júlio, Deca, Empório Beraldin, Espaço Multi, H20H!, HAP Galeria, High Hend, Interni, La Lampe, Miolo Wine, Semp Toshiba, Suvinil, Toldos Dias.


Paula Neder e Alexandre Monteiro - Bistrot
As coisas que eu mais gostei foram os painéis recortados de freijó com grafismos de inspiração modernista, que serviam como de biombos e as cadeiras da Arquivo Contemporâneo. As formas orgânicas do piso, parede e teto fluiam muito bem no espaço, com mesas desenhadas pela própria dupla, posicionadas em cima do piso de madeira crua, sem tratamento, delimitando as áreas de circulação, estar e serviço, e indicando o balcão de material sintético e de fácil manutenção. Lâmpadas de baixo consumo pontuavam o espaço, embutidas dentro de rasgos lineares no gesso.
Uma dupla que sempre surpreende pela capacidade de decorar com o mínimo possível, mostrando que para ser belo não é obrigatoriamente necessário colorir tudo e encher de pequenos objetos. Texturas diferentes de um mesmo tom, muitas vezes dizem exatamente o que é preciso, sem ser over ou sem graça.
Parceiros: Arquivo Contemporâneo, Cooking Buffet, Ekko Revestimentos, Empório Beraldin, Falmec, High End, La Lampe, Magicstone, Marmoraria Ônix, Orlean, Parquet Nobre, Todeschini, Vidraçaria Maracanã.

Paola Ribeiro - Estúdio de um casal
Vamos começar pelo piso de tauari de reflorestamento, com ripas de 20cm de largura, um luxo! Depois, vamos para o vão debaixo da escada que poderia muito bem ser um espaço "morto". Mas, ao invés disso, Paola criou uma estante de marcenaria sob medida, valorizada por uma iluminação embutida atrás dela, onde organizou livros e objetos que contavam a história de um casal, como se alguém realmente vivesse alí (característico dela, sempre faz e sempre dá certo). As cores predominantes eram cáqui e bege. Sem graça? Não, se você usar uma passadeira Kilim estampada, fazendo uma ligação entre o estar, a cozinha e a escada que levava à suíte no mezanino, como ela fez. Simplesmente amei a mesa de cavalete rústico com tampo de vidro e os objetos decorativos.
Parceiros: Arnaldo Danemberg, Avanti, Branco e Etc, Brasil Stone, Consult Ar-condicionado, Deca, Delmak, Elle et Lui Home, Florense , H20H!, High End, Imi Collection, Interni, Ipanema Kravet, Lalla Bortolini, Luxaflex, Orlean, Pro Light, Rug Hold, Semp Toshiba, Trousseau, Viva Cor Tintas



Plus algumas boas surpresas:
Lembra dos caixotes de madeira que o Mini Weddings tanto ama? Apareceram no espaço da arquiteta Angela Leite Barbosa, o Estúdio do Estudante, servindo de armários-contêineres, assumindo funções diversas, onde tudo era portátil e facilmente transportável. Inclusive, a cozinha industrial (que adorei, diga-se de passagem). Uma graça!



E os tijolos de demolição aparentes, lembra também? Você já viu por aqui uma par de vezes, e eles continuam em alta. Apareceram, não só no Restaurante, de Solange Medina (comandado pelo Aquim L'Épicerie...hum) e ganharam ainda mais charme com as luminárias pendentes "modernosas" - parte do projeto de iluminação do Maneco Quinderé-, quanto na Boutique Nespresso, de Marcelo Jardim e Tiago Freire, muito bem acompanhados pela jardineira de Espadas de São Jorge (adooooro!) e os conjuntos de mesas e cadeiras dos designers Fernando Mendes e Roberto Hirth.



O que pude ver na maior parte dos 51 espaços pensados para a 19ª edição da mostra, foi um grande uso de madeiras de demolição e reflorestamento, com ou sem tratamento, fibras, palhas tramadas, resinas naturais, mobiliário de antiquário e objetos reutilizados para novas funções. A maior parte dos profissionais explorou muito bem o tema Sustentabilidade, que foi o pilar na construção da mostra desse ano, junto com a homenagem ao mestre do paisagismo, Burle Marx. Um casamento perfeito, que trouxe não só muita beleza à mostra, mas também uma visão mais ampla e voltada para a decoração de interiores, sobre a questão da conservação do meio ambiente, através do freio na produção desarcebada de novos recursos.
Tudo isso mostra que é possível, sim, viver bem, num lugar bonito, bem planejado e de bem com a natureza.
Ponto para a 3Plus (organizadora do evento no Rio), para os arquitetos, paisagistas e designer de interiores envolvidos e, melhor ainda, ponto para o planeta.


Imagens: Revista Casa Claudia.

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>> quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Perguntas & Respostas

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"Oi Michele,
Adoro seu blog, chic e com ótimas dicas.
Vou me casar em junho próximo e quero fazer uma festa que tenha a nossa cara, mas pequena, para 100/150 pessoas, no máximo.
Qual seria o conceito de mini wedding?
Para fazer um casamento para 150 pessoas qual seria a média de budget necessário?
Obrigada,
Renata V. S********"

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Oi Renata,
Em primeiro lugar, obrigada pelo elogio ao blog. Dedico boa parte do meu tempo livre à ele, e fico realmente emocionada quando vejo que esse pouco que posso oferecer agrada às pessoas. Obrigada mesmo.

Agora, respondendo às suas perguntas, tudo depende do seu gosto e das suas prioridades. A definição de mini wedding, como a diz a tradução para português é casamento pequeno. Mas, um mini wedding, pra mim, é muito mais um estilo de celebração, do que uma certa quantidade de convidados. Quando penso em mini wedding, vejo coisas simples e bonitas, acabamentos bem feitos, pequenos detalhes, DIY (do it yourself - faça você mesmo), serviços de qualidade (mas, não necessariamente os mais caros), pessoas muito queridas, etc. O que não quer dizer que para ter tudo isso você tenha que convidar pouquíssimas pessoas. Ser seletiva, sim, mas não sair cortando pessoas que são importantes na vida dos noivos só para reduzir a lista. Se os noivos tem famílias muito grandes, não tem jeito, vai ser "festão" pela quantidade de convidados, ou gente querida vai ficar de fora. Mas, pode ser mini wedding por outras características.

Até porque, você pode ter um mega lustre de cristais Swarowski, candelabros de prata por todos os lados, as flores mais caras, esculturas de gelo (eca!), um vestido feito pelo estilista mais badalado do momento - coisas que geralmente a gente pensa quando se fala de um casamentão - numa festa para 30 pessoas, porque não? E não digo que não gosto, ou que nada disso seja bonito, mas, na minha opinião, passa longe do mini wedding que imagino, mesmo sendo para 30 pessoas.


Meu conceito pode ser errado e deturpado,  mas é assim que eu vejo. Não acho que mini wedding seja sinônimo de casamento importado, como os dos Estados Unidos e da Europa. Mesmo porque, nossa cultura é totalmente diferente e existe várias formas de caracterizar um casamento. Para muitos, mini wedding pode ser "pequetitico" e luxuoso, grandão e simples, pequeno e simples, os noivos + um padre + uma praia deserta, os noivos + um juiz + duas testemunhas, etc, etc, etc. Pra mim, é uma coisa que pode ser pequena, ou não tão pequena assim. Mas, certamente, cheia de emoção, toques diferentes, personalidade, e otras cositas mas. E que todos se sintam livres para discordar. Porque, como disse, essa é a minha opinião.


Justamente por pensar assim, é difícil dizer qual seria o budget ideal para uma festa para 100/150 pessoas. Tudo vai depender do que você quer e quais são suas prioridades. Você pode gastar R$ 30 mil ou R$ 100mil. Tudo vai depender das suas escolhas e da cara que você quer dar ao seu dia. É por isso que acho essencial a ajuda de uma boa assessoria. Uma pessoa que funcione ao mesmo tempo como uma analista (para desvendar os seus desejos e suas preferências), seu anjo da guarda (para ter certeza de que todos os serviços que você vai contratar sejam os ideais para o que você quer) e seus olhos (para garantir que tudo aconteça da maneira que você sonhou), seja o casório mini ou big.


Espero ter ajudado!
Boa sorte e beijos,
Michele Navega

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Nova seção no blog!

Depois que escrevi sobre a Flávia Fonseca Moraes, fiquei com uma enorme vontade de postar sobre os decoradores de eventos que eu mais gosto. Então, abri uma nova seção no blog: Decoradores Prediletos.
À partir de segunda-feira, e até sabe-se lá Deus quando, vocês verão aqui no Mini Weddings, posts inteiramente dedicados aos decoradores que eu mais gosto e me inspiro. Não é legal?

Algumas pessoas disseram que eu sou louca. Falar sobre "concorrentes"? Imagina, darlings. Tudo o que a gente faz aprendeu de algum lugar, foi inspirado em alguma coisa ou alguém. E se o que me inspira são coisas boas, vou ter medo do quê? Se alguma noiva que me lê contratar um dos que colocarei aqui, fico feliz e tranquila, porque terei certeza absoluta que será um trabalho bem feito. E quando se trata dos sonhos da gente, tudo precisa ser perfeito. Por isso, esperem ver somente o crème de la crème nessa nova seção.
E sejam felizes! Comigo ou sem migo(sic!).

E, para começar, já na segunda-feira, minha preferida de todas as preferidas!

Aguardem.

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Amamos rosa!

 
No quarto de hóspedes,  tons de cereja e framboesa, na roupa de cama da Designers Guild, vendida na Empório Beraldin.


Cadeiras Luis XV costumizadas por Paula Pryke



No banheiro, as cores são neutras e o toque de rosa fica por conta das toalhas. No quarto do casal, a cama revestida de couro chocolate recebeu colcha e almofadas com tecido da Designers Guild. Outro item que chama a atenção é o espelho de moldura prateada apoiado no chão.



Mais rosa no quarto do casal. O fundo branco realça os vários tons da mesma cor, presentes nas luminárias, criado mudo, jarros e nas hortênsias. Já na sala de jantar, os bancos executados pelo marceneiro John Elsden receberam almofadas com tecido listrado de várias cores, incluindo, claro, o rosa. Mais vibrações marcantes da cor nas poltronas de cabeceira, jarros e flores.


Imagens: Clive Nichols/GAP - Casa & Jardim


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